Anne - Parte 4


Enquanto o pr falava eu estava longe.  Pensava o quanto tinha sido burra em deixar a situação chegar aquele ponto. Eu sabia que estava errada desde o início. No decorrer da reunião eu já não entendia mais nada.

Burra! Burra! Burra!

Na minha cabeça esses pensamentos predominavam.  Me concertar?  Não,  infelizmente não consegui.  Era Santa ceia, e eu pensava,  "eu sabia que estava errada.  Brinquei com Deus, acho que nem se quer tenho mais o Espírito Santo." E chorei por toda a busca.
Chorei de raiva, de dor, por tudo, principalmente remorso...

Era como se eu quisesse muito passar uma borracha em tudo, mas os pensamentos eram destruidores.  Estavam acabando comigo.  Não tive forças para buscar.

Na verdade eu já estava sem forças a muito tempo.

A hora em que os obreiros serviram a Ceia eu não peguei.  Me sentia um nada. "Deus provavelmente não havia gostado de tantas atitudes erradas. Deveria ter vigiado. Como deixei isso acontecer? "

Quando a reunião acabou fui embora calada, triste,  vazia.
Não queira falar com ninguém,  não fiquei como todas as vezes para orar com o grupo jovem,  ou reunião com os obreiros.  Nada.  Apenas fui para casa.

De volta a faculdade na segunda feira,  Peter me procurava. Com inúmeras desculpas. Mal o olhava,  apenas dizia,  enquanto andava chateado com toda aquela situação.

-sim,  tudo bem. Não se preocupe.

Me pareceu ser tão sincero,  tão sem graça com tudo... É, meu choro realmente havia sido apenas por remorso.

Os pensamentos me bombardeando a todo instante não me davam paz.  Não queria ser ruim com ele.  Peter era uma boa pessoa.  Então voltamos a conversar normalmente.

Pensei eu, "Bom, não fiz nada de mais.  Não tinha do que Deus me perdoar. Foi só um exagero meu. Deixei de tomar santa ceia atoa, nossa como sou boba! "

Pensar em Peter era algo mais que rotineiro, as vezes eu pensava que talvez deveria ter deixado tudo acontecer. Me repreendia por esses pensamentos, mas sabia que essa tal repreensão era apenas por desencargo de consciência.

Já fazia dias que eu não colocava o uniforme, se na Santa Ceia correu tudo bem sem mim... É... A obra não estava tão necessitada como sempre pensei. Eu não fazia falta, isso me parecia bom.



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